O Bahia está numa situação difícil. Essa diretoria que nos meteu no buraco, não quer largar o osso. E nem sair do tal buraco. É mais ou menos como aquela história do caramujo que tenta escalar um poço, mas a cada dois metros que sobe, escorrega outros dois para baixo. Na verdade, essa historinha aí não existe. Eu acabei de inventar. Como acabei de criar também a solução para todos os nossos problemas: a teoria das conexões.

Sabe aquela história que diz que com seis pessoas a gente consegue chegar a quem a gente quiser? Um fala com o outro, que fala com o outro, que fala com o outro, que fala com o outro, que fala com o outro e a mensagem chega longe. Vamos arregaçar as mangas, esticar a língua e colocar o mundo inteiro para participar do renascimento tricolor.

Por exemplo: Obama, o novo presidente dos EUA. Eu falo aqui com um amigo meu que conhece um assessor de um assessor de Lula. O assessor amigo do meu amigo fala com o chefe dele. O chefe dele fala com Lula. Lula liga para dar os parabéns para Obama e aproveita:
- Companheiro Obama, coloca aí no seu discurso que é para a diretoria do Bahia tomar vergonha na cara e largar o osso. O Bahia é tricolor como os EUA. Vamos dar uma força, companheiro. Yes, we can.

E nem precisa ser político. Que tal colocar Stallone nessa luta? Eu falo com um amigo meu que conhece o diretor Fernando Meirelles. Fernando Meirelles fala com a galera de Hollywood. A galera de Hollywood conversa entre si. Até que chega a Stallone. E ele coloca no discurso final de Rock XII.
- Quando eu subi nesse ringue, eram dois homens lutando por duas idéias diferentes. Mas a gente descobriu que lutamos por um único ideal: a liberdade. Liberdade para todos. E, principalmente, para o Bahia. Fora, corja. E Adrian, eu sempre te amarei.

Podia rolar também um artista engajado em causas nobres. Estilo Bono Vox. Eu falo com o cara da Globo responsável pelos Blogs dos Torcedores. Ele fala com algum diretor da Globo. O diretor da Globo fala com alguém das novelas. Alguém da área de dramaturgia fala com Preta Gil. Preta Gil fala com o pai. Gilberto fala com Bono. E Bono fala em um dos shows:
- Salvem as baleias. Salvem as focas. Salvem as crianças da África. Salvem a liberdade de crença. E salvem o Bahia. Fora, corja. Vou contar até quatorze para a corja sair: um, dois, três, quatorze.

Já sei, vamos pedir uma ajuda religiosa. Vamos falar com o papa. Eu falo com o irmãozinho do meu vizinho que é coroinha. Ele fala com o padre lá da paróquia dele. O padre fala com o bispo. O bispo fala com o arcebispo. O arcebispo fala com alguém lá do Vaticano. Alguém lá do Vaticano fala com o papa. E o papa aparece na janela e diz:
- Meu povo-oooooo. Vamos pregar a pa-azzzzzzzzz. Paz no mundo-oooooo. E no Bahia-aaaaaa. Fora corja dos infernos-ssssss. Que droga-aaaa. Falei inferno-oooooo.

Bom também seria colocar algum astro internacional para levantar a bandeira da democracia tricolor. Pensei em Michael Jackson. Esse é fácil. Falo com uma criancinha aqui do prédio. Essa criancinha conhece uma criancinha americana. O pequeno gringuinho conhece outra criancinha dos States. Essa outra conhece uma criancinha que já andou lá pelo sitio do titio Michael. Aí é só esperar o astro albino do pop aparecer dançando com a mão no pinto e gritando:
- Fora corja, hi! Fora corja, hi!

Taí, lancei a minha idéia. Vamos falar com um, com outro, com outro, com outro, com outro, com outro e vamos tirar essa diretoria daí. Meu sonho mesmo é Bin Laden aparecer numa caverna gritando:
- Bora Baêa, minha p@#@#@!!



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